Olá, vestibulande! Estamos de volta e, hoje, nossa viagem será pelo período medieval. Você curte a Filosofia Medieval? Espero que sim, porém, hoje terão a chance de olhá-la com outros olhos, pois foi um período muito legal da Filosofia! Vamos nessa?

 

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Bem, agora que já estão por dentro do que iremos conversar, vamos conhecer um pouco do contexto histórico, beleza, bb?

 

Sabemos que, para os humanistas do séc. XV, a Idade Média representou a Idade das Trevas. Ou seja, teria sido um período de retrocessos. Isso porque, para eles, o controle exercido pela Igreja sobre os artistas, intelectuais, filósofos e instituições teriam impossibilitado a continuidade do que havia sido desenvolvido na antiguidade Greco-romana.

 

Acabamos de conhecer a visão dos humanistas, mas o que a História da Filosofia nos revela acerca desta época?

 

A filosofia produzida, ao longo da Idade Média, está estritamente vinculada à expansão do cristianismo e à queda do Império Romano do Ocidente, no século V. Neste período, os padres apologistas procuraram conciliar a filosofia grega aos ensinamentos cristãos. Esses padres foram fundamentais para a evangelização das classes mais cultas e contribuíram para que o cristianismo se tornasse a religião oficial de Roma.

 

Vale a pena ressaltar que a filosofia cristã/medieval foi dividida em duas fases, patrística, cujo principal filósofo foi Santo Agostinho e a escolástica, cujo principal filósofo foi São Tomás de Aquino.

 

Chuchu, a palavra patrística vem do latim “pater” que significa padre. Sendo assim, esse foi um período da história ocidental marcado pelo desenvolvimento de uma filosofia produzida por padres.

 

Eu sei vocês devem estar se perguntando: “Teacher, por que padres resolveram produzir filosofia?” Bom, galerinha, esses padres foram os responsáveis pela estruturação teológica do cristianismo, exercendo, assim, papel importantíssimo na expansão e consolidação do cristianismo, pois, inspirada na filosofia Greco-romana, tentaram munir a fé de argumentos racionais, ou seja, buscam a conciliação entre a fé e o pensamento pagão.

Nessa primeira fase da filosofia cristã, o filósofo que mais se destacou foi Santo Agostinho. Ele nasceu em Tagaste, uma região localizada na África.

 

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O mais curioso é que era filho de pai pagão e mãe cristã, imagine a confusão na cabeça desse moleque durante sua infância e adolescência?! 🤯 Ah, só mais uma coisa, dizem que a mãe dele rezou por mais de 30 anos para que ele se convertesse ao cristianismo, e não é que deu certo? Ele se converteu com pouco mais de 30 anos.

 

Bem, apesar de sabermos que as histórias vivenciadas por Agostinho são interessantes, vamos conhecer suas perspectivas filosóficas, até porque, foi para isso que vocês vieram até aqui! haha

 

Agostinho trouxe para o cristianismo suas concepções maniqueístas (dualismo religioso sincretista que se originou na Pérsia e foi amplamente difundido no Império Romano, cuja doutrina consistia basicamente em afirmar a existência de um conflito cósmico entre o reino da luz (o Bem) e o das sombras (o Mal)). Além disso, da céticas (doutrina segundo a qual o espírito humano não pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade) e neoplatônicas (Neoplatonismo é o termo que define o conjunto de doutrinas e escolas de inspiração platônica). Dessa forma, contribuiu significativamente para a consolidação do cristianismo.

 

Sabe o que é mais legal? Segundo Agostinho, o mal é o estado em que o homem se afasta de Deus, de seus preceitos, de seu amor. Sendo assim, o mal não é uma criação divina.

 

Além disso, para Agostinho, a mente humana que é mutável e falível alcança uma verdade eterna e, portanto, infalível, por meio da iluminação divina. Dessa forma, o conhecimento não pode ser derivado inteiramente da apreensão sensível ou da experiência concreta, necessitando um elemento prévio que sirva de ponto de partida para o processo do conhecer.

 

Acho que já perceberam que ele defendia que a mente humana possui uma centelha do intelecto divino, uma vez que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.

 

Santo Agostinho era um cara muito irado, no sentido radical da palavra 🤘. Veja o que ele escreveu sobre essa teoria da iluminação:

 

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Bom, agora é hora de continuarmos a nossa viagem, desta vez iremos visitar à Escolástica de São Tomás de Aquino.  

 

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O crescimento dos núcleos urbanos e o enriquecimento da sociedade contribuíram para que a demanda por educação aumentasse, tanto no sentido eclesiástico, visando à formação de uma elite religiosa para combater os hereges, quanto no civil, relacionada às necessidades do governo e da administração pública.

 

Por volta do século VIII, o imperador Carlos Magno organizou o ensino e fundou diversas escolas ligadas às instituições cristãs. O desenvolvimento dessas escolas contribuiu para o surgimento das primeiras universidades. Esse período ficou conhecido como “escolástica”, palavra derivada do termo escola.

 

São Tomás de Aquino nasceu em Nápoles, pertencia a uma rica e importante família napolitana. Vocês acreditam que, ao descobrir que o jovem Tomás pretendia entrar para a Ordem Dominicana, sua família o prendeu em um castelo?

 

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Pois é, bb, mas esse rapto familiar não obteve o resultado esperado, não teve jeito, o garoto tornou-se padre e buscou nas concepções aristotélicas fundamentação para sua filosofia.

 

O mais legal é saber que Tomás de Aquino colocou fé e razão juntas. Isso mesmo que você acabou de ler. Ele conciliou fé e razão, pois acreditava que o conhecimento poderia ser alcançado através dos dois caminhos, uma vez que ambos tinham sido dados aos homens por Deus.

 

Por falar em Deus, na época de São Tomás de Aquino, muitos duvidavam de sua existência. Dessa forma, o jovem padre buscou provar a sua existência.

 

Quer saber como ele fez isso? O ponto de partida para entender esse imbróglio é conhecer um pouco a principal obra filosófica de Tomás de Aquino, “Suma Teológica”. Isso porque, nela, ele apresenta “as cinco vias” pelas quais, estabelece as provas da existência de Deus.

 

Ficou curiose, né? Então, vamos conhecer essas vias e descobrir como ele provou a existência de Deus:

  • A primeira via foi o argumento do Motor Imóvel: para que o movimento exista é necessário que haja um primeiro motor, que mova sem ser movido.
  • A segunda via foi o argumento da Primeira Causa: as causas da existência devem supor  uma causa primeira eficiente.
  • A terceira via foi o argumento da Contingência: os seres contingentes só existem porque existe um ser necessário.
  • A quarta via foi o argumento do Grau: Deus é o grau mais elevado de perfeição.
  • A quinta via e última foi a do argumento Teleológico: toma como ponto de partida a ordem do mundo, dada como fim intencional.

 

Você pode se perguntar: “Mas, teacher, ele só discutiu filosoficamente a existência de Deus?” Então, ele discutiu vários temas, como, por exemplo, a Ética.

 

Tomas de Aquino criou um sistema ético com base no trabalho de Aristóteles. Esse fato é evidenciado na perspectiva de virtude presente na concepção ética de ambos. Entretanto, diferente de Aristóteles que defendeu o meio-termo como caminho para uma vida ética, Aquino defendia as virtudes cardeais (justiça, prudência, coragem e temperança). E dentre estas, derivavam todas as outras. Desta feita, o objetivo maior da ética é propiciar a bem-aventurança eterna que é alcançada na união com Deus depois da vida.

 

Queride viajante, nosso translado pelo maravilhoso e emocionante mundo da filosofia medieval fica por aqui… 😥 Espero você em breve. Assim, faremos outras viagens!

 

 

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