Olha eu de novo aqui! hahaha. Hoje quero levar você para uma viagem em um dos ramos mais legais da Geografia: a geopolítica!

 

É a área responsável por nos apresentar os fenômenos históricos e políticos da atualidade.

 

Estar por dentro da geopolítica irá tanto te ajudar a mandar bem em um dos assuntos importantes para o Enem, quanto clarear a cabeça sobre como funciona o nosso mundão!

 

A geografia política interpreta a realidade global, envolvendo estudos sobre guerras, questões políticas, conflitos e acordos internacionais, entre outros pontos.

 

E como você pode ver, essa é apenas uma parte sobre o assunto.

 

Então, vem comigo e já vai se preparando para a parte 2 em: O avanço chinês e as organizações mundiais

 

Bora estudar em casa e mandar muito no Enem.

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O que é a Nova Ordem Mundial?

o que é nova ordem mundial

Também conhecida como Nova Ordem Geopolítica Mundial, fala sobre a nova relação de poder e força entre as nações após o fim da Guerra Fria.

 

Assim, em 1991, com o fim da União Soviética, ocorre uma nova configuração política, em que os Estados Unidos se tornou soberano e o capitalismo foi integrado, praticamente, no mundo inteiro.

 

É neste cenário que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se torna o tratado militar internacional mais poderoso do mundo.

 

Assim, o planeta deixa de ver o mundo como uma Ordem Bipolar e busca novos conceitos para tratar sobre o novo plano político, entre eles:

  • Unipolaridade: Utiliza o ponto de vista militar, tendo os EUA como soberanos diante da impossibilidade de rivalização contra ele.

 

  • Multipolaridade: Desconsidera o poder militar como principal critério, colocando no lugar o poder econômico; assim, novas frentes surgem para rivalizar com os EUA, como o Japão e a União Europeia, revertendo para a China, no início do Século XXI.

 

  • Unimultipluralidade: Considera um duplo caráter sobre a ordem de poder global. Considerando o “uni” da supremacia militar e política dos EUA e o “multi” dos diversos centros de poder econômico. 

 

A intensificação da globalização

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Com o surgimento da nova ordem mundial, a globalização chega à sua quarta fase de expansão, considerando o avanço do sistema capitalista.

Inclusive, avançando sobre os países considerados segundo mundo, de sistemas socialistas ou capitalistas planificados.

 

Além da expansão do capitalismo, também ocorre um avanço nos transportes, encurtando as distâncias e, depois, o avanço da tecnologia, principalmente nos meios de comunicação.

 

Vale ressaltar que o principal motor para o avanço da globalização foi a busca pela ampliação do mercado e dos negócios, através das relações internacionais.

 

Por isso, a nova ordem mundial buscou uma ampliação do neoliberalismo como modelo econômico das grandes potências. 

 

No plano político, o poder militar e econômico dos EUA se destacam, além de novos polos considerados secundários, como a União Europeia, China e Rússia.

 

Já no século XXI, a internet se apresenta como uma grande inovação da globalização, facilitando tanto a comunicação quanto encurtando ainda mais as relações de mercado.

 

A expansão do terrorismo

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No mundo atual, o terrorismo ganhou destaque principalmente após o ataque de 11 de setembro de 2001, contra as Torres Gêmeas, realizado pela Al-Qaeda – um grupo de fundamentalistas islâmicos que buscava lutar contra o imperialismo americano e a imposição da cultura ocidental no Oriente Médio.

 

Após este acontecimento, os EUA resolveram declarar uma verdadeira Guerra ao Terror, justificando, assim, o avanço dos investimentos militares e bélicos do país.

 

Assim, abre-se uma nova fase no mundo globalizado, tanto o terrorismo quanto as ações dos Estados Unidos começam a figurar um novo olhar na geopolítica.

 

Isso porque muitos estudiosos entram em conflito sobre as desigualdades das nações e no descontentamento social.

 

Podemos considerar o terrorismo como atos violentos cometidos por pessoas ou grupos com o objetivo de causar medo e danos materiais a um Estado ou a uma população.

 

Com o avanço da ciência e da tecnologia, os grupos terroristas passaram a ter um maior alcance e poder por meio das conexões globais, do uso de tecnologia bélica, das redes de comunicação (internet) etc.

 

Além dos Estados Unidos, diversos países começaram a sofrer atentados, como Madrid e Rússia, em 2004; Londres, em 2005; Moscou, em 2010, entre outros. 

 

Assim, o terrorismo passou a ser dividido em:

 

  • Terrorismo Indiscriminado: atentam contra civis de forma indiscriminada. Normalmente realizados por meio de bombas em lata de lixo, cinemas, metrôs, entre outros.

 

  • Terrorismo Seletivo: existe um alvo específico e suas ações levam em consideração a chantagem, o terror psicológico, entre outros. Exemplo: a Ku Klux Klan.

 

  • Terrorismo de Estado: utilizado pelas ditaduras contra seu próprio povo, na busca de impor a ordem ou reprimir grupos políticos opositores, entre outros. Como aconteceu na Alemanha de Hitler.

 

  • Terrorismo Comunal: visam a controlar e a debilitar a capacidade de produção de uma comunidade, atingindo, por exemplo, cisternas, direito de ir e vir e tudo relacionado ao sustento econômico. Como as comunidades controladas pelo narcotráfico.

 

Os principais grupos terroristas atuais são:

  • Al-Qaeda – Grupo de fundamentalistas islâmicos do Oriente Médio, responsável pelo atentado de 11 de Setembro.

 

  • Estado Islâmico – Sua intenção é formar uma nação islâmica independente, atua principalmente na Guerra da Síria.

 

  • Boko Haram – Tem como objetivo criar uma república islâmica na Nigéria, portanto este país é o seu principal alvo.

 

O meio ambiente e as conferências ecológicas

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A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1992, foi o primeiro grande encontro realizado pela ONU após o início da Nova Ordem Mundial.

 

Conhecida também como Rio 92, tinha como foco iniciar um debate entre os países para a busca da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável.

 

A ideia principal era desenvolver ações coordenadas de leis ambientais globais, que deveriam ser respeitadas por cada nação.

 

No entanto, ela teve grande importância por ultrapassar os meios científicos e acadêmicos, e levar o tema para a discussão pública, modificando, de forma significativa, o comportamento das pessoas.

 

Agora, o tema ecologia era tratado como interesse global e diversas nações teriam que abrir espaço para a desterritorialização de parte do seu território.

 

Olhando para a lógica do capital, diversas empresas começaram a se opor sobre o assunto, mas, com o tempo, foi criando viabilidade econômica e sustentável sobre seus negócios.

 

Tanto que, atualmente, existem diversos “selos verdes” no mercado, que buscam dar garantia de negócio sustentável. 

 

Inclusive, muitas empresas os utilizam para atrair clientes e investidores, tornando-se um verdadeiro ecomarketing.

 

As conferências ecológicas e seus objetivos

 

Antes da Nova Ordem Mundial, aconteceu a conferência de Estocolmo, em 1972, foram reunidos 113 países e 250 organizações internacionais. 

 

Seu objetivo era a diminuição dos impactos negativos do meio ambiente. Entre os pontos abordados estão:

 

  • Preservação da fauna e da flora;
  • Redução do uso de resíduos tóxicos;
  • Apoio ao financiamento do desenvolvimento dos países subdesenvolvidos. Isso por considerar que o progresso dos países serem a melhor forma de barrar a degradação ambiental.

 

A conferência ECO-92

Organizada pela ONU, na cidade do Rio de Janeiro em 1992, reuniram-se 172 países e cerca de 1400 organizações não governamentais.

 

Neste encontro, abordaram os pontos da declaração de Estocolmo e sobre o modelo de desenvolvimento que visava à exploração máxima dos recursos naturais para obtenção de lucro. 

 

Como resultado, foi criada a Agenda 21, que tinha como objetivo:

 

  • Cooperação dos países desenvolvidos para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento;
  • Combate à pobreza;
  • Mudança nos padrões de consumo;
  • Combate ao desflorestamento;
  • Conservação da diversidade biológica.

Além de mais documentos oficiais, como:

  1. Declaração de Princípios sobre Florestas de todo o Tipo;
  2. Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente de Desenvolvimento;
  3. Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima;
  4. Convenção sobre Diversidade Biológica.

 

Conferência das Partes

Durante a ECO-92, foi criada a Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima, que pretendia discutir as tendências do aquecimento global. 

 

Dividida em três encontros (o Cop – 1, em 1995; Cop – 2, em 1996; e Cop – 3, em 1997), tiveram como foco as metas de redução da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera.

 

Foi assim que os países definiram os pontos do Protocolo de Kyoto.

 

Entre as metas estavam a redução do efeito estufa, sendo aceito por 55 países responsáveis por 55% das emissões dos gases de efeito estufa.

 

Os Estados Unidos se negaram a assinar o protocolo, justificando que o acordo prejudicaria a sua economia.

 

A conferência Rio +10

A conferência ocorreu no ano de 2002 e ficou conhecida como a Cúpula de Joanesburgo ou Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável.

 

Reuniram-se 189 países, além de centenas organizações não governamentais, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

 

Após os debates sobre a preservação do meio ambiente e problemas de cunho social, desenvolveu-se a Declaração de Joanesburgo. 

 

Tendo como pontos principais:

  • A proteção da biodiversidade;
  • Promoção do acesso à água potável;
  • Melhorar o saneamento básico para atender às populações;
  • Acesso à energia e à saúde;
  • Combate à fome, aos conflitos armados, ao narcotráfico e ao crime organizado.

 

A conferência Rio + 20

A Rio +20 aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, em 2012, reunindo 193 países.

 

Foram discutidos os assuntos das conferências anteriores e refletidas as ações que os países desenvolveram desde a Rio 92.

 

Desta forma, teve como objetivo reforçar os acordos dos Estados sobre o desenvolvimento sustentável, criando o documento “O futuro que queremos”.

 

Pontos principais:

  • Erradicar a pobreza;
  • Integrar aspectos econômicos, sociais e ambientais ao desenvolvimento sustentável;
  • Proteger os recursos naturais;
  • Mudar os modos de consumo;
  • Promover o crescimento econômico sustentável;
  • Reduzir as desigualdades;
  • Melhorar as condições básicas de vida.

 

E é isso galera! O que achou deste resumão, em? Já dá pra ter uma noção bacana sobre esse assunto show de bola!

 

Para lhe dar uma força a mais neste tema, segue uma aulinha básica do nosso professor Gil sobre o assunto! 😉

 

 

Ah, e como é um dos assuntos que mais caem em Geografia, que tal conferir os 10 passos para mandar muito bem nessa matéria?

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